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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Final Distrital Individual - 7ª jornada (última)

Mesa 8. Rafael Luís Silva [1151] 0-1 Hugo Soares [1574]




E assim chegou ao fim mais uma edição do Campeonato Distrital Individual do Porto. Na última ronda, calhou-me defrontar o único jogador apenas com derrotas neste torneio, e então a vitória era obrigatória.

Assim, e partindo do jogo que o meu adversário já tinha feito com Francisco, joguei a variante Dragão Acelerado da Defesa Siciliana e sai-me melhor. Ao lance 10 já poderia ter ganho um peão, mas muito sinceramente não consigo encontrar explicação por não ter tomado, apenas desconcentração momentânea porque ao lance 13 já tinha ganho outro peão. O jogo prosseguiu sem o meu adversário ter dado nenhum peça, até ao 23º lance em que vou ganhar uma Torre, e uns lances depois um Cavalo. Este é um adversário que leva o jogo até ao mate, então a partir do lance 31 eu tinha Bispo e Torre (mais peões) apenas contra peões do meu adversário, e foi só avançar o peão de a7 até promover e dar o mate.

Finalizando o torneio, fico assim com 3.5 pontos em 7 possíveis, classificado em 11º num grupo de jogadores com 3.5 pontos que vai até ao 7º lugar, que era o meu lugar inicial. Assim, volta à memória o ponto perdido na 5ª ronda frente a Rogério Oliveira, que com 4.5 pontos (se concretizasse na mesmas as duas vitórias finais) dava direito a aspirar ao pódio.

A surpresa, veio da mesa 2 onde Miguel Ferreira conseguiu um empate frente ao MN António Silva, num final em que tinha apenas Cavalo contra Bispo e 2 peões, mas numa posição completamente empatada. Assim, este empate desfez a possibilidade de ocorrer um match de desempate entre os dois primeiros, e fez com que o MF Jorge Ferreira se sagra-se Bi-Campeão Distrital, com MN António Silva logo meio ponto atrás, e com o meu colega de clube Francisco Assunção na 3ª posição, com melhor desempate do que Mário Massena.

A actividade xadrezística parece que vai entrar agora numa fase de paragem, onde apenas alguns torneios de rápidas / semi-rápidas que se venham a realizar podem vir a animar esta fase. A realçar ainda, um torneio inédito organizado pelo Pontex, para combater a fraca aderência dos jogadores esta época, um torneio on-line que se irá realizar na próxima quarta-feira à noite. Podem saber mais aqui.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Final Distrital Individual - 6ª jornada

Mesa 6. Hugo Soares [1574] 1-0 João Pedro Castro [1412]



Jogou-se ontem a 6ª, e penúltima, ronda da Final do Distrital Individual. Depois do desaire da última ronda, precisava desesperadamente de uma vitória hoje para tentar ainda superar a marca dos 3 pontos, resultado na época anterior.

Contra João Castro, voltei a jogar de Brancas, e efectuei o meu desenvolvimento bastante rápido, tendo a certa altura focado em atingir o peão de b7. No entanto, a minha rapidez foi apenas até ao lance 16, quando o meu adversário joga 16...Cc5! pelo qual não estava propriamente à espera e que me estragou os planos. As Pretas estavam na iminência de ganharem um peão, já que não vi a variante em que salvava o meu peão e mantinha uma estrutura razoável (ver em cima), mas como demorei aproximadamente 30 minutos para escolher uma variante, o meu adversário lá achou que não deveria tomar o peão de a4, e preferiu jogar primeiro 17...h5? que coloca as Pretas numa situação delicada, pois numa série de lances seguidos passam a jogar apenas com Dama frente a duas Torres e Bispo. A partir desta altura, a partida praticamente simplificou com umas trocas de peões e quando consegui um lugar seguro para o meu Bispo enquanto tinha total liberdade com as Torres para atacar os peões de c5 e a6. Assim, nesta altura, as Pretas desistem.

Passo a contar assim com 2.5 pontos, e na última ronda vou enfrentar o último classificado, Rafael Silva, que conta por derrotas todos os jogos deste torneio. Abrem-se assim as perspectivas para terminar o torneio com 3.5 pontos, superando a marca do ano passado.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Final Distrital Individual - 5ª jornada

Mesa 6. Hugo Soares [1574] 0-1 Rogério Oliveira [1540]






Jogou-se ontem mais uma ronda da Final do Distrital Individual. Nesta partida estava com confiança para voltar às vitórias pois estava a ficar para trás e apenas com 1.5 pontos após 4 sessões.

O meu adversário optou por utilizar a Defesa Nimzo-Indian, variante clássica. A partida seguiu um desenvolvimento normal, com as brancas a terem uma maior presença no centro, após terem os peões em e5 e d5. Nesta altura o jogo ficou algo passivo porque tentava arranjar um plano para furar a defesa das Pretas, enquanto que estas planeavam colocar pelo menos um Cavalo em f4. Depois de termos trocado um par de Cavalos, e ter jogado f3 senti que teria uma maior vantagem, pois tinha uma estrutura de peões sólida, e a coluna-c livre para procurar um ataque, que o fiz. No entanto o Bispo de d6 foi sempre uma chatice para mim pois era bastante difícil eliminá-lo do tabuleiro enquanto estava ao mesmo tempo a defender c7 e a impedir que eu jogasse e5. As pretas foram-se defendendo como podiam, sem me ter dado hipótese de ganhar alguma vantagem, tendo proposto empate após 36...Te7, mas senti que estava na obrigação de tentar a vitória, já com o meu adversário em apuros de tempo. Arranjei um plano de conseguir eliminar o Bispo de d6, com uma série de lances estudados, tendo-me falhado dois lances, num em que eu perdia um peão e noutro em que até conseguia trocar a minha Torre pela Dama. Ao lance 44 as Pretas já com pouco tempo sacrificam o seu Bispo por dois Peões e com perspectivas de mate, mas eu tinha tudo defendido. Tinha, disse eu  bem pois ao lance 48 ofereço mate em 1 com 48. Cxf4 ?? O meu adversário tinha 3 minutos no relógio e queria aproveitar esse facto, mas quem se prejudicou fui eu. 48. Te6, por exemplo, ganhava a partida.

Foi um grande sentimento de frustração que senti após ter levado mate, quando tinha esta partida na mão, e quando já estou  num nível em que erros destes são inaceitáveis. Com isto, mantenho-me perto do fundo da lista dos jogadores, com 1.5 pontos e com mais do que obrigação de vencer as duas últimas partidas e tentar minimizar os estragos.

domingo, 10 de julho de 2011

Final Distrital Individual - 4ª jornada

Mesa 5. Francisco Assunção [1555] 1 - 0 Hugo Soares [1574]



Nota: Partida retirada de www.xequedopastor.blogspot.com

Na última sexta-feira decorreu mais uma ronda da Final do Distrital Individual. Pela frente tive o meu colega de clube, Francisco Assunção, naquele que será o adversário que mais vezes defrontei nos vários torneios. E relativamente a torneios de "lentas" ainda não foi desta que o venci.

Num dia claramente desinspirado, por motivos académicos, uma partida de xadrez a terminar o dia seria a última coisa que pediria. Assim, nesta partida joguei algo rápido, e fiz um ou outro lance desconcentrado que me fez perder a partida. Um sinal disso foi 14...c4 que foi jogado quase sem ter tido consciência das consequências, que seria perder um peão e andar bastantes lances a jogar de forma passiva, sem conseguir "roquar". O centro de peões das Brancas era bastante forte, e dessa forma Francisco não deixou fugir a vitória, ainda dando tempo para eu acabar a partida em estilo oferecendo-lhe uma peça. Foi, claramente, um dia para esquecer, mas melhores virão.

Na 5ª ronda defrontarei Rogério Oliveira, do GXP, que nesta edição já arrancou um empate contra Francisco (ver partida).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Final Distrital Individual - 3ª jornada

Mesa 4. Hugo Soares [1574] 1/2 - 1/2Carlos Ribeiro [1483]




Acabou à poucas horas a 3ª ronda da Final do Distrital Individual. Prometia ser uma ronda interessante, com embates imprevisíveis, e os resultados vieram a confirmar esse facto, com 4 empates em 8 jogos.

Quanto a mim, defrontei pela 2ª vez Carlos Ribeiro (a primeira foi numa ronda da Taça AXP salvo erro), mas desta vez de Brancas. Carlos Ribeiro vinha de uma série de 2 empates consecutivos, e esta partida acabou por confirmar a tendência dos resultados do jogador do NXST, acabando em mais um empate. Se ainda não venceu nenhum jogo, Carlos pode no entanto regozijar-se por ser um dos 5 jogadores do torneio ainda sem derrotas (Jorge Ferreira, António Silva, Mário Massena e Miguel Ferreira).

Relativamente à partida, foi uma partida algo calma sem grandes situações de preocupação para cada lado (o Chessmaster indica 0.00 de erros para cada lado). As pretas optaram pela Defesa Eslava, Variante Aceite, pelo que respondi com a variante Alapine, a4. Parecia que iria haver alguma acção no centro do tabuleiro, mas ambos Bispos e Cavalos foram imediatamente trocados. Por essa altura sentia que o jogo tanto podia tender para um lado como para o outro, se bem que eu era o jogador mais activo, com 3 peões já na 4ª fila e mais 1 na 5ª fila, enquanto as pretas tinham alguns peões na 7ª fila e outros na 6ª. Foi no lance 28 que demorei mais tempo a decidir-me, com 28.g3 (que era o lance pedido pelo computador), já que as Pretas ameaçavam formar o canhão de Alekhine e jogar e5, mas eu ao jogar Re1 ou Re2 iria dar a oportunidade das Pretas atacarem com Dg5. Após o lance 33, as Damas tinha sido trocadas, e eu tinha 3 ilhas de 2 peões cada enquanto as Pretas tinham 2 ilhas de 3 peões cada. Ainda assim, o equilíbrio predominava, e fiz com que o meu adversário trocasse uma das Torres, para pouco depois acertarmos o empate. 

Quanto às outras partidas, a partida mais emocionante acabou num empate com António Silva a sacrificar Bispo e Torre para conseguir xeque perpétuo frente a Jorge Ferreira, com ambos já em claros apuros de tempo. A surpresa da jornada veio da mesa 6, com Emanuel Sousa a vencer o mais cotado Fernando Azevedo. O meu colega de clube Francisco Assunção, após um belo sacrifício de Cavalo, não conseguiu promover o seu peão, e Rogério Oliveira com uma série de xeques consecutivos conseguiu levar a partida para empate.

A 4ª ronda joga-se na sexta-feira, onde eu deverei defrontar, mais uma vez, Francisco Assunção, tornando-se um hábito nos torneios que jogamos juntos (5º e 6º A Arte da Guerra, Final Distrital Individual 2010, outros torneios de rápidas/semi-rápidas).



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Final Distrital Individual - 2ª jornada

Mesa 2. MN António Silva [2224] 1-0 Hugo Soares [1574]



Chegados à 2ª ronda da Final do Distrital Individual, já estava na 2ª mesa a defrontar um dos grandes favoritos à vitória no torneio, o Mestre Nacional António Silva. A probabilidade de vitória era escassa, mas existia.

No entanto, esta partida não tem grande história para ser contada já que com dois erros de abertura que cometi, praticamente comprometeu bastante o meu destino. 7...Tc8 foi um lance desnecessário, que poderia ser jogado mas numa fase mais avançada do jogo, quando já tivesse desenvolvido todas as peças e feito o roque, e depois 8...Bxc1 foi um lance realmente mau. Troco o Bispo que controlava as casas brancas, por uma peça que era inferior a esse Bispo, e o meu jogo ficou condicionado. Ao lance 18 o resultado da partida ficou bem à vista quando vi-me impedido de fazer o roque e bloqueei o meu Bispo e uma Torrre, que passaram o jogo inactivos. A partir desta altura os lances foram quase todos óbvios e foi uma questão de tempo para que as Brancas chegassem à vitória, e um jogador da qualidade do meu adversário não iria certamente deixar fugir a vitória.

Mantenho assim 1 ponto após 2 rondas, que com as partidas realizadas encontra-se dentro das expectativas. Na 3ª ronda vou ter mais um elevado desafio à minha capacidade, ao defrontar de Brancas o jogador do NX Santo Tirso, Carlos Ribeiro, que vem de dois empates moralizadores.

Destaque ainda para o jogo da 1ª mesa, em que os dois grandes favoritos ao título de campeão distrital se vão defrontar e em caso de vitória para um dos lados, poderá ser mais de meio caminho andado para o título.

sábado, 2 de julho de 2011

Final Distrital Individual - 1ª jornada

Mesa 7. Hugo Soares [1574] 1-0 Gustavo Oliveira [1367]




E a final do Distrital Individual 2011 já arrancou! Na altura de se iniciar este torneio, apenas um dos jogadores apurados não compareceu, Fernando Nunes, tendo sido substituído pelo seu colega de clube Rogério Oliveira. Assim, subi uma posição da original e comecei o torneio como 7º do ranking geral.

A minha primeira partida, frente ao Vice-Campeão Distrital de Sub-12 Gustavo Oliveira, não se adivinhava muito complicada, mas na realidade passei por alguns sobressaltos.

Numa partida em que tive sempre a iniciativa de jogo, tentei cedo pressionar o meu adversário, para tentar ganhar um peão central, que não se veio a concretizar com as pretas a defenderem-se bem. No entanto, decidi "complicar" a partida, e principalmente a meu favor, com 19.Cc7, numa tentativa de encostar as Torres pretas na última fila, e tentar ganhar a qualidade, mas o tiro saiu-me ao lado e vi-me numa situação prestes a perder uma peça, tendo conseguido sair dessa situação sacrificando um peão. Após análise, vi que tive um grande erro nessa situação, quando 24.Cxd5 ganhava uma peça, mas foi numa altura que psicologicamente já estava afectado com a perspectiva de perder uma peça. Recompus-me mentalmente, e eventualmente consegui recuperar o peão que tinha de desvantagem, e a partir daí juntou-se algumas jogadas não muito bem pensadas do meu adversário a jogadas minhas sem qualquer erro, conseguindo ganhar uma vantagem séria na partida, e entrando num final com um Bispo e um peão de vantagem.

Quanto aos restantes resultados, todos os que tinham terminado na altura em que saí do recinto de jogo, acabaram conforme as perspectivas, exceptuando dois. No primeiro, Mário Massena venceu o favorito Álvaro Brandão após falta de comparência deste, e em segundo foi José Cachorreiro que se encontrava em apuros frente a Emanuel Sousa, tendo depois equilibrado a partida que nessa altura estava com duas Torres para Cachorreiro e uma Dama para Emanuel, mais peões.

A 2ª jornada deste torneio, realizar-se-à na próxima segunda feira. Entretanto, vou amanhã de manhã à Vila das Aves jogar pelo AC Alfenense I, no Distrital por Equipas de Rápidas.